Arte em Portugal

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A arte em Portugal tem uma longa tradição, tanto erudita como popular, mas chegámos a uma época em que o reconhecimento internacional dos nossos artistas se torna, cada vez mais, uma realidade. Conheça alguns dos maiores nomes da arte portuguesa a nível internacional e, já agora, aproveite para saber como pode “comprar” um clássico da pintura nacional.

  • Paula Rêgo é uma pintora surrealista de renome internacional, algo a que certamente não é estranha a sua localização em Londres. Menos conhecido mas igualmente impressionante na sua capacidade técnica de dar corpo a “sonhos” estranhos e complexos é Santiago Ribeiro, pintor de Coimbra.
  • Jorge Santos situa-se no extremo oposto ao surrealismo, conferindo às suas obras um carácter hiperrealista que leva, à primeira vista, a confundir os seus quadros com fotografias. Radicado nos Estados Unidos desde 1982, Santos é especialista também em conferir diversos significados às suas obras, levando quem vê o quadro a quase duvidar do que vê.
  • Joana Vasconcelos é uma estrela internacional, cujas obras são de difícil qualificação. Ficaram célebres, entre outros, os “corações independentes”, estruturas gigantes pacientemente construídas com garfos de plástico, reproduzindo um elemento tradicional da joalharia do Norte; ou os sapatos gigantes, exemplares de sapatos femininos construídos com recurso a simples panelas. Joana Vasconcelos foi a primeira artista portuguesa a expôr no famoso Palácio de Versalhes, em França.

Quer “comprar” um clássico da pintura portuguesa?

“Vamos pôr o Sequeira no lugar certo” é a primeira campanha de crowdfunding para a aquisição pública de obras de arte privadas e de reconhecido interesse público. A técnica tem sido implementada em outros países, de forma a obviar à escassez de recursos dos governos para as áreas culturais, e o objeto é a obra “Adoração dos Magos”, do pintor neoclássico Domingos Sequeira (1768-1837). Além da Fundação Aga Khan, que contribuiu com 200.000 euros, uma contribuição reconhecida veio da parte do novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que ofereceu, a título estritamente individual, 150 euros para a aquisição da “Adoração dos Magos.”