Segurança em risco: 1250 carros da polícia “não funcionam”

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Um quarto da frota automóvel da Polícia de Segurança Pública (PSP) está parada. A notícia é do Correio da Manhã, que aponta, mais precisamente, 1250 veículos, 26% do total, inativos por precisarem de reparações ou simplesmente por serem demasiado antigos. Em média, os veículos da PSP têm 13 anos e 175.000 quilómetros percorridos. Além disto, o orçamento de combustível foi, em 2016, reduzido para metade.

O Correio da Manhã nota um caso cujos contornos estarão relacionados com esta situação: um “gangue armado” provocou a morte de um automobilista em plena autoestrada A16, próximo de Sintra. Contudo, nenhum carro foi enviado a tempo de encetar uma perseguição, e até ao momento não há notícia de detenções relacionadas com este crime.

GNR: situação ainda pior

Se a situação da PSP, a força maioritariamente urbana, é má, a da Guarda Nacional Republicana (GNR) é ainda pior. Os veículos da força militarizada que serve principalmente as zonas rurais têm, em média, mais de 18 anos, e cerca de 700.000 quilómetros. Ainda de acordo com o Correio da Manhã, na maior parte dos casos os veículos necessitam de reparações simples, como escapes, travões ou suspensões; contudo, não existe orçamento para reparações automóveis da Guarda em 2016. O governo prevê instituir contratos de leasing, que incluam a reparação dos veículos sempre que necessário.

Segurança em risco

A opinião dos representantes sindicais das duas polícias (não sendo oficialmente um sindicato no caso da GNR, por se tratar de uma força militarizada) é unânime: a segurança dos cidadãos está em risco. A diminuição da frequência e do alcance das patrulhas, a redução do efeito dissuasor e menores possibilidades de atuação em casos de urgências são consequências imediatas. Os representantes referem que a “patrulha a pé” tornou-se o procedimento habitual na maior parte das esquadras, com os polícias a percorrer um grande número de quilómetros.